OS 180 DIAS

Caros Leitores,

Finalizado o primeiro semestre, espera-se que as empresas divulguem seu desempenho sobre dois aspectos: crescimento e resultado. 

Mas, vivendo tempos anormais, deixarei as métricas tradicionais de lado e lançarei um novo olhar. Afinal, o retiro social forçado serve para refletirmos sobre temas que a rotina intensa e normal não nos permite. 

Dito isso, ampliarei o significado do termo ‘’sucesso’’ ao analisar o mercado segurador em dois novos ângulos: adaptação e solidariedade.

1. Adaptação: 

O segmento de seguros é apelidado de conservador (para não dizer ‘’atrasado’’), especialmente pelo reduzido uso de soluções digitais.

Sendo incrível a mudança tecnológica e cultural ocorrida nesse período. A exemplo, as assinaturas físicas viraram digitais e vistorias presenciais tornaram-se remotas (um grande segurador anunciou aumento de 578% de autovistorias). 

E não paramos nas pequenas burocracias, tanto os seguradores, como corretores de todo Brasil migraram operações inteiras para home-office, numa velocidade e eficiência inacreditável.  

Apólices continuaram a emitir, os sinistros a serem indenizados e rapidamente trouxemos medidas como: preços médios menores, aumento do parcelamento sem juros, políticas de renegociação de pendências.

Trouxemos à tona o nosso forte DNA de adaptação, que têm garantido a relevância do Seguro ao longo de tantos séculos. 

2. Solidariedade: 

Mostrando sensibilidade e a nossa essência de proteger as pessoas, o segmento participou de vultosas doações e medidas sociais (uma única companhia anunciou 10 mil vagas temporárias).

Realizadas não apenas pelas seguradoras, mas também por corretores. Participo de diversos grupos com colegas e foi nítida a rede de doações que se criou no mercado.

Ainda, com consciência e rigor técnico, voluntariamente seguradoras concederam coberturas excepcionais. Exemplo: indenizações por morte de covid-19 no seguro de vida (que poderiam ser questionadas contratualmente). 

Ações que muito nos orgulham.

Nessa análise do semestre, não ignoro a imensa dor de tantas famílias, os enormes desafios econômicos de diversas atividades (incluindo o mercado segurador, que deve decrescer no ano) e a situação fiscal brasileira. 

Porém, nos 88 anos de história da Madalozzo, aprendemos a evoluir nos momentos difíceis e a comemorar cada pequena vitória. O ‘’sucesso’’ nos quesitos adaptação e solidariedade, certamente são uma vitória de diversos segmentos e empresas nessa pandemia.

E com esse espírito e coragem, nos sentimos prontos para o segundo semestre.

Abs,

Lucas M.

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